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Tor cTEORIA. | - AS MEDIÇÕES E OS MEDI- DORES (22 PARTE). O OHMÍMETRO, O AMPERÍ- METRO E O VOLTÍMETRO, NA PRÁTICA! COMO AVA-

LIAR OS COMPONENTES E rd Spa CIRCUITOS! DE ÁUDIO

A “DIVISÃO” DA CORREN- TE E DA TENSÃO!

- OS “REFERENCIAIS DE ZE- RO”...

XE SEÇÕES: : sim a dr

TRUQUES & DICAS: 4 [ºPRÁTICA: ' Ro CONSTRUA E APRENDA A USAR || . CONTROLADOR DE | UM SUPER-UTIL E VERSATIL | TENSÃO (“Mil utilidades, na MULTI-TESTADOR C.A.! |] bancada ou fora dela...).

- ARQUIVO TÉCNICO: - AMPLIFICADOR/REFOR- “ACABANDO COM AS DÚVIDAS” CADOR DE ÁUDIO (Um “bai- SOBRE OS CAPACITORES! APREN-| ta ess para seu radinho ou e Propostas para Troca de Cor- | 4 | DENDO (E ENTENDENDO...) A (HT Jlreseonênii NM REATÂNCIA CAPACITIVA! E RE

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- Respostas às dúvidas da Turma |

Edo,

APRENDAM A USAR O MULTÍMETRO!

Eprom

EDITORA

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EMARK ELETRÔNICA

Diretores Carlos W. Malagoli Jairo P. Marques Wilson Malagoli

Diretor Técnico Bêda Marques

Colaboradores José A. Sousa (Desenho Técnico) João Pacheco (Quadrinhos)

Publicidade KAPROM PROPAGANDA LTDA. (011) 223-2037

Composição KAPROM

Fotolitos de Capa DELIN- (011) 35-7515

Fotolito de Miolo FOTOTRAÇO LTDA.

Impressão EDITORA PARMA LTDA.

Distribuição Nacional c/Exclusividade FERNANDO CHINAGLIA DISTR. Rua Teodoro da Silva, 907 Rio de Janeiro - (021) 268-9112

Distribuição Portugal DISTRIBUIDORA JARDIM LTDA.

ABC DA ELETRÔNICA (Kaprom Editora, Distr. e Propa- ganda Ltda - Emark Eletrônica Comercial Ltda.) - Redação, Admi: nistração e Publicidade: Rua Gal. Osório, 157 CEP 01213 São Paulo - SP Fone: (011) 223-2037

EDITORIAL

Continuando o (IMPORTANTE...) tema da Revista/“Aula” anterior, também na pre- sente ABC estamos falando de MEDIÇÕES & MEDIDORES, um assunto de fundamental validade prática e teórica para todo aquele que pretende, com seriedade, “mergulhar” na Eletrônica!

Na “Aula” anterior, vimos como os chamados “INSTRUMENTOS” são construídos, e como podem ser facilmente adaptados (os galvanômetros...) para a “leitura” de diversas grandezas elétricas, sem muitos problemas ou cálculos. Vimos também os cuidados e “proteções” requeridos pelos (relativamente) delicados medidores, bem como os dados de real importância quando da escolha, num balcão de loja, de um galvanômetro ou multfme- tro, para aquisição...

Agora, na presente “Lição”, estamos enfatizando os aspectos mais práticos da UTI= LIZAÇÃO... Essas duas “Aulas” (ABC 12e 13...) constituem, portanto, um conjunto ab- solutamente “imperdível”, que o Leitor/“Aluno” deverá ainda consultar muitas e muitas ve- zes, tanto durante a sua fase de aprendizado, quanto, no futuro, quando precisar de algu- ma referência prática ou teórica! :

A partir da próxima “Aula” (nº 14) estaremos entrando no fascinante tema: os IN- TEGRADOS, gradualmente explicando a “construção” desses super-componentes, suas principais “classificações” quanto ao tipo de função ou circuito aos quais serão aplicados, bem como sua inter-ação com os sempre necessários componentes “discretos”, larga- mente explicados nas “Aulas” anteriores do nosso “Curso”... Conforme temos avisado com grande frequência, o cronograma do “Curso” de ABC, embora um tanto diverso do adotado por Cursos Regulares outros, enfatiza a real “ordem de necessidades” quanto aos pré-conhecimentos essenciais ao crescimento teórico e prático do “Aluno” (pelo menos na nossa visão da “coisa”, a respeito da-qual temos a certeza que nos décadas de “janela” na divulgação da Eletrônica...). Em vista disso, novamente recomendamos: quem - por acaso - estiver “chegando agora” à “Escola”, deve, imediatamente, providenciar a aqui- sição de todas as anteriores “Aulas” (de 1 a 12) que, sem os subsídios contidos, será muito difícil acompanhar perfeitamente os assuntos, inevitavelmente cada vez mais densos, daqui pra frente!

O setor de distribuição da Editora nos informa que alguns dos números iniciais do ABC estão prestes a se esgotar (mesmo considerando que a cada Revista/“Aula" são pro- positalmente confeccionados alguns milhares de exemplares extras, destinados justamente ao atendimento dos “atrasadinhos”...). Assim, não percam tempo! Atualizem imediatamen- te suas coleções, antes que isso se tome impossível (não existem previsões próximas de “reprintagem” das importantes “Aulas” iniciais do nosso “Curso”...).

O EDITOR

JUNTOS. NOS FAZEMOS "MIL

E vedada a reprodução total ou parcial de textos, artes ou fotos que componham a presente Edição, sem a autorização expressa dos Autores e Editores. Os projetos eletrônicos, experiências e circuitos aqui descritos, destinam-se unicamente ao aprendizado, ou a apticação como hobby, tazer ou uso pessoal, sendo proibida a sua comercialização ou industrialização sem a autorização expressa dos Autores, Ediotores e eventuais detentores de Direitos e Patentes. Embora ABC DA ELETRÔNICA tenha tomado todo o cuidado na pré-verificação dos assuntos teórico/práticos aqui veiculados, a Revista não se responsabiliza por quaisquer falhas, defeitos, lapsos nos enunciados teóricos ou práticos aqui contidos. Ainda que ABC DA ELETRÔNICA assuma a forma e o conteúdo de uma “Revista-Curso”, fica claro que nem a Revista, nem a Editora, nem os Autores, obrigam- se a concessão de quaisquer tipos de “Diplomas”, “Certificados” ou “Comprovantes” de aprendi- zado que, por Lei, apenas podem ser fornecidos por Cursos Regulares, devidamente registrados, autorizados e homologados pelo Governo.

NA PRESENTE “AULA VZ47/7/Y PR ESTAMOS ARNO Y A USAR O MULTÍMETRO! hi

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DE e a a 3- AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES TEORIA (22 PARTE) as

23 - TRUQUES & DICAS INFORMAÇÕES 28 - ARQUIVO TÉCNICO

39 - CONTROLADOR DE TENSÃO

TAMBÉM COM O MULTÍMETRO PODEMOS "DESCOBRIR" PABÂMETROS E DADOS FUNCIONAIS, DE COMPONENTES E CIRCUITOS "DESCONHECIDOS!

POR-TUDO 1580, O MULTÍMETRO DEVE

44 . AMPLIFICADOR/REFORÇADOR DE AUDIO

As Medições e os Medidores

O OHMÍMETRO, O AMPERÍMETRO E O VOLTÍMETRO, NA PRÁTICA - COMO DEVEM SER USADOS OS MEDIDORES NA AVALIAÇÃO DE COMPONENTES, CIRCUITOS OU BLOCOS CIRCUITAIS - MAIS DETA-

LHES SOBRE A “DIVISÃO DE TENSÃO” E SOBRE OS “REFEREN- CIAIS DE ZERO”.

Os aspectos fundamentais so- bre as MEDIÇÕES e os MEDI- DORES foram vistos na “Aula” anterior, onde o “Aluno” aprendeu sobre os detalhes de construção e funcionamento dos galvanômetros e também viu como é fácil “trans- formar” os instrumentos analógicos de bobina móvel (que, na verdade, apenas “sentem” CORRENTE...) em medidores de TENSÃO e RE- SISTÊNCIA... Também na “Aula” anterior, o Leitor/' Aluno” apren- deu a “multiplicar” as faixas ou al- cances dos medidores, em qualquer das suas funções básicas e viu co- mo - na prática - costuma-se reunir - as “habilidades” de medição (CORRENTE, TENSÃO e RE- SISTÊNCIA) num aparelho - que chamamos de MULTÍMETRO ou MULTITESTE (foi dado - in- clusive - na 12º “Aula”, o esquema básico de um simples multímetro que o próprio “Aluno” pode, per- feitamente, construir a baixo custo,

para uso em bancada, nas fases ini-

ciais do nosso “Curso”...).

Agora chegou o momento de dedicarmos alguma atenção aos as- pectos puramente práticos e inter- pretativos, ou seja: dissertar um pouco sobre o BOM SENSO no uso dos instrumentos de medição! O teor da presente “Lição” é - na verdade - de mais fácil entendimen- to do que pode parecer à primeira vista... O Leitor/“ Aluno” preci- sará de um pouco de atenção e ra-

ciocínio (e, eventualmente, de dar uma “repassada” nas “Aulas” an- teriores...).

O tema, contudo, é muito ex- tenso, de validade permanente no dia-a-dia da Eletrônica, e apresenta conceitos “onipresentes”, que o Leitor/“ Aluno” irá, pela “malícia” e pela prática, desenvolvendo e in- crementando pouco a pouco! E inevitável que - no futuro - sempre que se mostrar necessário, voltemos ao tema “MEDIDORES & ME- DIÇÕES”... Isso se enfatizará, in- clusive, quando estivermos abor- dando os importantes conceitos de Eletrônica DIGITAL, ocasião em que falaremos sobre os medidores dotados de displays (“'mostrado- res”) numéricos que, no lugar de

REVEJAM A “AULA” ANTERIOR! D

f

um ponteiro basculando sobre uma escala em arco graduado, mostram as grandezas medidas, diretamente em '“'números”, através de um con- junto de dígitos (algarismos) de facílima interpretação!

Acontece, porém, que a “base da coisa” é - literalmente - a mes- ma! Tudo o que for dito e mostrado na presente “Lição”, sobre a utili- zação prática dos MEDIDORES, estará “valendo” também para os MEDIDORES DIGITAIS, a serem estudados, “por dentro”, em futura “Aula”! Assim, é importante não “deixar passar” nadinha do que agora é mostrado... Qualquer dúvi- da, não tenham acanhamentos em recorrer à Seção de CARTAS, per- guntando e pedindo informações complementares sobre pontos que eventualmente tenham ficado obs- curos ao entendimento.

Nas Seções “flexíveis” do ABC: TRUQUES & DICAS e ARQUIVO TÉCNICO, outros im-

OBRIGATORIAMENTE “EMBUTE” UMA FONTE DE ENERGIA!

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

portantes aspectos práticos do as- sunto serão, eventualmente, abor- dados, conforme o cronograma do nosso “Curso”? o pedir (e também na medida que Vocês, Leitores/““A- lunos””, assim solicitarem).

- FIG. 1 - Adotamos, para todos os diagramas e explicações contidas nas “Aulas” e “Lições” do ABC, seja nos aspectos Teóricos, seja nos Práticos, uma simbologia bá- sica para os chamados “instru- mentos” (nome que - tecnicamen- te - damos aos medidores em ge- ral...): para cada uma das princi- pais grandezas elétricas (TENSÃO, CORRENTE e RE- SISTENCIA) temos um símbolo específico, estilizando o mostra- dor de um medidor analógico e contendo uma letra relativa à abreviação da tal grandeza a ser medida:

- V-Para TENSÃO (VOLTÍME- TRO)

- À - Para CORRENTE (AM-

PERÍMETRO)

-R-Para RESISTÊNCIA (OHMÍMETRO)

Observem que tal simbologia é genérica, porém casos e ordens de grandeza mais específicas, obvia- mente poderão indicar “mA” para

“MILIAMPERÍMETRO”, “mV”

para “MILIVOLTÍMETRO”, “ua” para “MICROAMPERÍ- METRO”, etc. O importante, con- tudo, na simbologia básica é que fique bem claro QUAL a grande- za que está sendo medida pelo instrumento... Alguns pontos que

também são IMPORTANTES, e.

devem ser perfeitamente assimila- dos e “decorados”, desde já:

- Todos os instrumentos para ava-

liação em Corrente Contínua, in- cluindo os OHMÍMETROS, são POLARIZADOS, ou seja: têm terminais nitidamente marcados com (+) e (-). Essa identificação de polaridade de terminais é es- sencial, uma vez que dela depen- de o sentido de deslocamento proporcional do ponteiro sobre a escala graduada! Conforme vimos

r

na “Aula” anterior, se um instru- mento for ligado com a polaridade invertida, o ponteiro “tentará” deslocar-se ““para trás”, com gra- ves consequências ao próprio me- canismo do instrumento!

Notem que enquanto um VOLTÍMETRO e um AMPERÍ- METRO são instrumentos que funcionam a partir de energia “vinda de fora” (já que é essa própria “energia extena” que vai ser medida...), um OHMÍMETRO tem a sua própria fonte de energia (normalmente na forma de pilhas ou bateria intena) e assim seus terminais, além de polarizados, podem fomecer Tensão (e, por tanto, estabelecer Corrente...) ao componente ou circuito sob me- dição! Isso jamais deve ser esque- cido pelo “Aluno”...

Na prática, os três medidores bá- sicos (e em várias escalas ou al- cancçes...) são reunidos num versátil instrumento, o MULTÍ- METRO (outros nomes: MULTI- TESTE, VOLT-OHM-MILIAM- PERÍMETRO, etc.). Assim, Vocês podem interpretar, cada vez que na presente “'Lição” for mostrado um símbolo específico de medidor, como sendo o dito cujo parte funcional de um MUL- TITESTE, valendo no caso a função específica, nitidamente in- dicada pela “letra” dentro do símbolo elementar e geral!

FIG. 2 - MEDINDO RESISTÊN- CIAS - Usamos o OHMÍMETRO para verificar o valor ôhmico tan- to de um simples componente (não obrigatoriamente de um RE- SISTOR...) quanto de um inteiro bloco circuital, e mesmo de diver- sos outros aparelhos, dispositivos ou peças (não forçosamente da categoria de “'componentes ele- trônicos”...). Não esquecendo nunca que os terminais de um OHMÍMETRO fomecem energia, e que assim a sua utilização de- termina o surgimento de uma Cor- rente de Medição (IM), adverti- mos desde que o COMPO- NENTE, BLOCO CIRCUITAL, PEÇA, APARELHO, etc., a ser avaliado com o instrumento DE- VE ESTAR DESLIGADO OU DESENERGIZADO! Sob ne-

BLOCO - CIRCUITAL

MOTOR LAMP

Fig. 2

nhuma hipótese podemos medir - por exemplo - um resistor (exem- plo 2-A) que esteja conetado a um circuito, o qual esteja “alimenta- do” de energia! Se isso for feito, a energia presente no circui- to/componente seguramente inter- ferirá com o valor indicado na es- cala do OH TRO, gerando fantásticos erros de medição! Além disso, dependendo dos ní- veis da energia presente no circui- to/componente, o próprio OHMÍMETRO poderá sofrer da- nos sérios! Observem, em 2-B, como a resistência de todo um bloco circuital (sempre DESLI- GADO...) pode ser avaliada! Em 2-C temos a sequência de exem- plos (que, obviamente, inclui mui- tas outras possibilidades, não mostradas no diagrama), com o OHMÍMETRO sendo usado na verificação da resistência de um MOTOR, uma LÂMPADA, um ALTO-FALANTE, etc.

Quando o OHMÍMETRO for um instrumento multi-faixas, deve-se sempre procurar chavear uma es- cala que permita a indicação do

ponteiro ser feita na região mais |

“central” possível do arco gra- duado. Essa recomendação existe porque (vimos na “Aula” ante- rior...) a região central da escala é aquela de mais fácil leitura, que nos seus extremos, o deslocamen- to/posicionamento do ponteiro é,

A FALANTE

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

ou muito “apertado” ou muito “a-. largado”, em função da inevitável NÃO LINEARIDADE do tal des- locamento.

Outro ponto obrigatório: sempre, antes de fazer uma medição com OHMÍMETRO, o instrumento de- ve ser “zerado” através do trim- pot ou potenciômetro incorpora- do! Colocam-se os terminais ou pontas de medição em “curto” e ajusta-se o instrumento para que o

ponteiro repouse exatamente so- |

bre o ZERO (extrema direita, na escala normalmente “invertida” dos OHMÍMETROS...). Se esse pré-zeramento não for feito, ocor- rerão inevitáveis erros de leitura ou de indicação... Os modernos instrumentos digitais normalmente não requerem esse pré-ajuste, uma vez que - pelas características complexas do seu circuito/funcio- namento, são dotados de “'zero automático” (falaremos sobre is- so, na devida oportunidade...).

FIG. 3 - MEDINDO CORRENTE - Corrente, como sabemos, é o “fluxo” de portadores de carga

ou energia (os elétrons livres...) através de um condutor, compo- nente ou bloco circuital. Para me- dirmos esse fluxo, essa quantida- de, temos que colocar o instru- mento justamente “'no caminho”, como se fosse uma “ponte” ou “porta” a ser atravessada pela Corrente, posição na qual o medi- dor pode, então “'contar”” a quan- tidade de energia que - literalmen- te - passa pelo ponto! Notem, então, nos dois diagramas básicos da fig. 3, que um AMPE

TRO (ou '“'correntímetro” em ge- ral, miliamperímetro, microam- perímetro, etc.) deve sempre ser aplicado em série, “dentro” do

jaja

+ . + !

elo formado pela fonte de energia (bateria ou pilha ““B”, nos dia- gramas..:) e a carga ou compo- nente (um mero resistor “R” no primeiro caso, e todo um bloco circuital no segundo...). Observar com MUITA atenção a polaridade do instrumento, com relação à po- laridade da fonte de energia.. A Corrente I, geral, tem o seu senti- do convencional ('“indo” do posi- tivo para o negativo...) indicado nos diagramas e é ela que terá seu valor indicado pelo instrumento. Algumas recomendações IM- PORTANTES: |

Sob nenhuma hipótese um medi- dor de Corrente deve ser ligado diretamente aos terminais de uma fonte de energia! Nesse caso, o instrumento constituirá a única e própria carga, através da qual to- da a Corrente circulará... Devido à resistência interna inerentemen- te baixa do instrumento, a Corren- te que se desenvolverá será - cer- tamente - elevada, o que levará a inevitável dano ao instrumento!

Observem que uma análise/me- dição aparentemente simples, co- mo as exemplificadas em 3-A e 3-B podem levar a muitas con- clusões importantes! Saberemos, “de cara”, quanto é o “consumo” de Corrente do componente ou circuito (que é um parâmetro im- portante para a definição do tipo de fonte a ser usada - revejam o ARQUIVO TÉCNICO DA “Au- La” 8...), mas também pode- remos inferir, através de cálculos simples baseados na '“'velha” Lei de Ohm, outros dados fundamen- tais e “desconhecidos”! Exemplo (fig. 3-A): sabemos que a bateria B apresenta 6 volts e não sabemos o valor de R. O medidor indica

t

<> CIRCUITO

uma Corrente de “6 miliampéres” (0,006A). Usando a formuleta, te- remos o exato valor ôhmico de R:

(R tem 1K ohms...)

Outro exemplo: sabemos que R tem 150 ohms, mas não conhecemos a Tensão apresentada pela fonte de energia B... Realizada a medição de Corrente, obtemos “60 mA” (0,064). Outra “continha” elemen- tar nos dará a Tensão oferecida por B:

(B tem 9 volts...)

Mais um exemplo prático: no dia- grama 3-B queremos saber qual a Potência ou a ''wattagem” consu- mida pelo circuito. Nada mais sim- ples... Sabendo que a fonte B mos- tra - por exemplo - 12V, e obtendo na medição de Corrente, um valor de “100mA” (O,1A), basta usar a fórmula básica da Potência:

| P=12x0,1 |

Então, tudo se resume a isso: BOM SENSO e o uso “destemido” das fórmulas e cálculos elementares! Avaliações e parametragens impor- tantes, dinâmicas e objetivas podem ser conseguidas num “piscar de olhos”, através de uma simples medição de Corrente!

(o circuito consome 1,2W...)

A “coisa”, porém, não fica nisso! Ainda que nos diagramas da fig. 3 tenhamos exemplificado si- tuações/medições muito simples e diretas, ou da Corrente através de um único e singelo componente, ou

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

através de um circuito ''em bloco”, na prática medições de enorme im- portância podem e devem ser feitas “dentro” dos circuitos! A partir da avaliação das Correntes nos mean- dros ou labirintos circuitais é que podemos verificar o seu funciona- mento em detalhes, determinando o estado dos componentes e o com- portamento elétrico dos diversos blocos! Tanto no desenvolvimen- to/projeto de um circuito, quanto na eventual manutenção/reparo de um aparelho, medições “internas” de Corrente são de grande im- portância! Vejamos:

- FIG. 4 - UM CIRCUITO/EXEM- PLO - Para usarmos como base uma configuração vista pelo Leitor/'' Aluno”, vamos recorrer ao esquema da BARREIRA ÓTI- CA DE SEGURANÇA, original- mente mostrado na Seção de Prá- tica da “Aula” 7. Trata-se de um circuito simples, porém fun- cional, em cujo arranjo final um feixe luminoso é focalizado sobre o LDR... Enquanto tal situação permanecer, o relê final fica de- senergizado. No instante, porém, que um passante “romper” a bar- reira representada pelo feixe lu- minoso, o momentâneo obscure- cimento do LDR será “sentido” pelo circuito, que energizará ime- diatamente (e momentaneamen- te...) o relê, através de cujos con- tatos podemos comandar cargas “pesadas” (luzes de aviso, cam- painhas, alarmes, etc.).

- FIG. 5 - OS PERCURSOS DE CORRENTES NO CIRCUITO - Olhem “quantas” Correntes, em diversos “caminhos” e per- cursos, se desenvolvem dentro de um circuito tão simples! Vamos dar uma “olhadinha” individual em cada uma delas:

- IT - Corrente Total consumida pe- lo circuito, e fomecida pelas pilhas ou bateria B. Obser- vem que após percorrer todo o circuito, o “'retorno” dessa Corrente Total se pelo

“outro polo” da própria fonte

de energia! No circuito/e-

VOCÊS VIRAM (E MONTARAM...) ESTE CIRCUITO!

-«1n-

- D -

xemplo, a Corrente Total não é constante (o mesmo ocorre na grande maioria dos circui- tos, pelos próprios aspectos dinâmicos dos seus funcio-

namentos...), sendo nitida- mente menor enquanto o cir- cuito está em “espera”, com o relê desenergizado, ficando “mais grande” (obrigado, Ministro...) assim que o relê é ativado...

Corrente que se desenvolve através do trim-pot de ajuste, e que se ramifica em LD e 13... Corrente de base do transístor TRI e que depende, basica- mente, da Tensão momenta-

neamente presente na junção do trim-pot TP com o LDR.

- I3 - Corrente através do LDR, que depende do seu mo- mentâneo valor ôhmico, o qual por sua vez depende da intensidade da luz que - no momento + o componente es- tiver ““vendo”...

- I4 - Corrente de coletor de TRI.

muito baixa quando o dito transístor estiver “cortado” e relativamente intensa quando TR1 for colocado em “con- dução plena”.

- I5 - Corrente através de TRI, cor- respondendo à soma de DZ e I4, e, por sua vez, ramifi-

ITIVOLTA)

AGORA EMBANANOU DE VEZ! | COMEÇARAM A BRINCADEIRA DE LABIRINTO...

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

cando-se em I6 e I7 (vistas a

seguir...).

- 16 - Parte da Corrente de emissor total de TRI (a “outra” parte constitui 17...), delimitada pe- la presença e valor do resistor RI.

- I7 - Corrente de base de TR2, ba- sicamente determinada pela Tensão presente no emissor de TRI (na junção com R1). Quanto maior a Tensão no emissor de TRI, maior também o valor de I7...

- I8 - Corrente “de fuga”, sob po- larização inversa, no diodo em ““anti-paralelo”” com a bo- bina do relé RL.... Revejam as “Aulas” anteriores e verifi- quem que a Corrente Inversa num diodo comum é “minus- culérrima””, porém... existe! Assim, queiramos ou não, tendo ou não “importância” para o funcionamento ““ma- cro” do circuito, I8 está lá, e faz parte da somatória que redunda em IT...!

- 19 - Corrente através da bobina do relê RL. Apenas terá intensi- dade importante quando o relê for energizado, em virtu- de do “ligamento” do transís- tor TR2... Em “espera”, I9 será muitíssimo pequena, ali- mentada apenas pela irrisória (ainda que sempre existen- te...) “fuga” entre coletor/e- missor de TR2, na condição de “cortado”...

- 110 - Corrente total de coletor de

NENHUM “ALUNO” VAI ARRANJAR DINHEIRO PARA COMPRAR TANTOS MEDIDORES!

TR2. Em qualquer caso (es- tando TR2 “cortado” ou “a mil” representará a soma de I8 (sempre muitíssimo pe- quena) e I9. Obviamente que com TR2 “ligado”, IIO terá substancial intensidade, delimitada basicamente pela resistência da bobina do relê RL.

- 111 - Corrente de emissor de TR2, constituindo a soma de T7 com TÃO.

-IT(volta)- É, obviamente, a

mesma Corrente Total (IT) que “'sai”” do po- sítivo da fonte de ali- mentação... Assim, se quisermos, simples- mente avaliar IT, tan- to faz. aplicarmos um medidor em série com o positivo ou com o negativo da fonte B (desde que com as po- laridades devidamente ““casadas”...).

Depois que vimos (e compro- vamos, pelo diagrama...) quantos podem ser os percursos de Corrente num circuito (em qualquer caso, num circuito energizado, um com- ponente, condutor, etc., estabeleci- do entre dois pontos submetidos a diferentes potenciais - diferentes “voltagens” - será sempre percor- rido por Corrente...) para “sentir” a enorme importância que

essa grandeza elétrica tem no fun- cionamento de qualquer organi- zação circuital! Se intercalarmos um galvanômetro, na função de MEDIDOR DE CORRENTE, em qualquer dos pontos/percursos in- dicados na fig. 5, podemos avaliar in loco e “ao vivo” (com o circuito realmente funcionando...) tais Cor- rentes, e das leituras inferir “um monte” de informações fundamen- tais...!

Na prática, contudo (e sempre carregando a bandeira do BOM SENSO e do RACIOCÍNIO...) existem alguns “nós” ou percursos “principais” em qualquer circuito, a partir dos quais podemos tirar conclusões gerais sem ter que en- fiar um “'correntímetro” em todo e qualquer cantinho do circuito. Va- mos, então, ver um exemplo dessa simplificação...

- FIG. 6 - OS PERCURSOS PRINCIPAIS - O diagrama do circuito mostra, agora, galvanô- metros intercalados em pontos considerados fundamentais para uma suficiente análise dinâmica do conjunto (lembrem-se que, até o momento, estamos falando em análises feitas unicamente a partir das medições de CORRENTE...):

- IT - Por podemos verificar o consumo “puxado” pelo cir- cuito, e, através da formuleta explicada, descobrir

IT(=IT VOLTA)

NÃO SEJA TONTO, QUEIMADINHO! O DIAGRAMA MOSTRA APENAS EXEMPLOS!

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

também “quantos watts” o bloco dissipa. Como exemplo interpretativo, uma Corrente excessivá nesse ponto, indi- cará eventual “curto” em al- gum ponto do circuito ou montagem... uma Corrente nula, ou muito baixa, nesse ponto de medição, poderá in- dicar um mau contato na

montagem, ou um importante .

componente “aberto”...

- 2 -A Corrente de base é um parâmetro fundamental para analisarmos o funcionamento de TR1 (revendo as importan- tes “Aulas” dadas, sobre os transístores bipolares, o “Aluno” lembrará que, na configuração standart de am- plificação, em emissor co- mum, a Corrente de Coletor será diretamente proporcional à Corrente de Base, via “ga- nho” do componente...). Esse

. parâmetro também nos dirá muito sobre a Tensão presen- te no ponto P.

- I4 - É fruto da Corrente de Base de TRi (12) e será tão mais alta quanto mais aquela “cresce”. Parametra o bom funcionamento de TRI...

- I7 - Corrente de base de TR2, que determina a energia de “exci- tação” deste transístor e, con- sequentemente, a “quantas andará” a sua Corrente de co- letor!

- TIO - Corrente de coletor de TR2, alta apenas quando o transístor “ligar”, energi- zando o relê. Esse parâmetro dependente tanto da ““exci- tação” oferecida ao transís- tor (via 17) quanto da pró- pria Resistência intrínseca à bobina do relê RL, que constitui a carga de coletor de TR2... I10, então, nos mostra um espelho do fun- cionamento e estado, tanto de TR2 quanto de RL!

Partindo das condições/exemplos dadas nas figs. 5-6, o Leitor/“A- luno” terá intuido que (mesmo em circuitos muito mais comple- xos do que o da BARREIRA ÓTICA DE SEGURANÇA...) bastam algumas operações de me-

dição, seguidas das corretas e “in- teligentes” interpretações, para que seguras análises de compo- nentes e funcionamentos sejam implementadas!

- Primeiro observamos com atenção o “esquema” do circuito, buscan- do os percursos elementares de Corrente (como na fig. 5).

- A partir dessa primeira análise, determinamos os principais “'ca- minhos” da Corrente. Procuramos também obter os parâmetros, limi- tes, especificações e valores dos componentes (a partir dos seus códigos e da inevitável consulta de Manuais e Tabelas...).

- Fazemos as medições nos “'nós” principais e, a partir da avaliação dos resultados obtidos, verifica- mos se necessidade de modifi- cações de valores, trocas de com- ponentes defeituosos, etc., ou - simplesmente - determinamos que o circuito está perfeito para as funções desejadas.

Com o “velho” BOM SENSO, não demorará muito para que o Leitor/“Aluno”” desenvolva uma “intuição” natural que lhe permi- tirá analisar e tirar importantes conclusões a respeito de compo- nentes, circuitos e blocos de fun- cionamento, mesmo que estes lhe sejam desconhecidos! Nesse tipo de coisa reside grande parte da beleza e da ''mágica”” da moderna Eletrônica, e do seu conhecimen- to!

Enquanto um medidor de CORRENTE avalia a quantidade de energia que está “passando” por um condutor, componente, circuito ou bloco, um medidor de TENSÃO

INDICA “ZERO”

DESLIG.

serve para verificar a “pressão”, a “força” com que a CORRENTE se apresenta em determinados pontos! A “voltagem” (inter-relacionada com a Corrente e a Resistência, pe- los postulados da onipresente Lei de Ohm...) tem também importante papel na avaliação do funciona- mento, nos projetos, nas manu- tenções, reparos e verificações di- versas em Eletrônica...

O mais importante, ao fazer- mos uma medição de TENSÃO, é lembrarmos sempre que estamos avaliando não a imediata ““quanti- dade” de energia, mas o seu “'po- tencial”” ou “pressão” (que pode- mos, determinando um ““percurso”, fazer manifestar-se como COR- RENTE, proporcional à RE- SISTÊNCIA do tal “percurso”...)! Todas as explicações a seguir refe- rem-se a esses importantes aspectos e, assim como os demais pontos da presente “Aula”, devem ser perfei- tamente assimilados pelos Leito- res/“ Alunos”...

- FIG. 7 - MEDINDO TENSÃO - Um VOLTÍMETRO deve ser sempre aplicado em ““paralelo” com os pontos nos quais quere- mos verificar o “quanto” de Tensão existe... Obviamente que sempre deverá haver uma fonte de energia que forneça ou apresente um determinado potencial elétrico ou “voltagem”, sem o que não haverá Tensão a ser medida! Co- mo vemos em 7-A, se aplicarmos os terminais de um VOLTÍME- TRO, por exemplo, a um mero re- sistor, desligado de qualquer cir- cuito ou fonte, a indicação do ins- trumento será - obviamente - ““ze- ro”... se aplicarmos o VOLTÍMETRO (sempre atentos à

"LINHA" DO NEGATIVO

"ZERO" VOLT. (REFERENCIAL DO “TERRA")

Fig. 7

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE) E ES DA ES E SENSE See

polaridade, não esqueçam...) aos terminais de uma bateria ou con- junto de pilhas B (como em 7-B), o instrumento indicará, diretamen- te, a “voltagem” presente nos di- tos terminais dessa fonte! Obser- vem, porém, que essa “diferença de potencial”, que chamamos vulgarmente de “'voltagem”, não se manifesta apenas nos terminais da fonte, mas também nos termi- nais de qualquer componente, pe- ça, circuito ou bloco eventual- mente energizados por tal fonte de energia! Conforme vemos em 7-C, se “fecharmos” o circuito energizado pela bateria B, de 6V, com um resistor R de, digamos, 10K, nos terminais deste medire- mos a diferença de potencial de 6V oferecida pela bateria (e que, a propósito, determina a Corrente I, através de R...).

Observem, em 7-C, que codi- ficamos a linha correspondente ao negativo da fonte B, como “'zero volt”... Trata-se de mera con- venção, que precisamos de um

CIAL (já que a Tensão não passa de uma “diferença entre potenciais”, e não, especificamen- te, de uma “quantidade de fluxo”, como o é a Corrente...). Assim, na esmagadora maioria dos circuitos eletrônicos, cujos blocos funcionais são sempre alimentados por Cor- rente Contínua proveniente de pi- lhas, baterias, fontes, etc., usamos

PONTO DE TENSÃO "MAIS ALTA"

TENSÃO INTERMEDIÁRIA (ALTA)

TENSÃO INTERMEDIARIA (BAIXA)

“PISO" OU-

REFERENCIAL DE TENSÃO

“matematicamente” o potencial correspondente à linha do negativo da alimentação como se fosse o “piso”, o “zero” das medições (lá no finzinho desse bloco/“Lição” veremos interessantes e elucidati- vas analogias sobre essa questão do referencial...) Portanto, em qual- quer ponto do circuito ou arranjo alimentado pela dita fonte, quanto “mais positiva” for a Tensão, maior, ''numericamente”, será a “voltagem” eventualmente “lida” pelo instrumento VOLTÍMETRO!

- FIG. 8 - A DIVISÃO DA TENSÃO - Vimos, nos exemplos dados a partir da fig. 5 e expli- cações adjacentes, que a Corrente pode (e costumeiramente o faz, nos arranjos circuitais...) se “di- vidir”” em inúmeros “caminhos” ou “percursos”... “Coisa” pare- cida se com a Tensão, que também pode se “dividir” num arranjo ou conjunto de componen- tes/blocos circuitais! Entretanto, ao invés de se “dividir em cami- nhos”” (como faz a Corrente...) a Tensão se “divide em degraus”! Pode parecer um conceito um pouquinho difícil de ''pegar”, a princípio, mas logo o Leitor/“A- luno” intuirá o assunto, passando a interpretá-lo com grande facili- dade... Observem, inicialmente, a fig. 8-A, onde três resistores, de 1K cada um, estão “enfileirados”, constituindo o “percurso” para a

O CONCEITO DA “DIVISÃO DE | TENSÃO" E MUITO IMPORTANTE! In RS

+: Es

v

LINHA DE “TERRA! OU "COMUM", NEGATIVO DA ALIMENT.

Corrente originada em uma bate- ria de 9V... Sempre levando em conta que atribuímos um referen- cial de “'zero”” para a linha cor- respondente ao negativo da fonte de energia, teremos (e medindo “lá”, in loco, comprovaremos is- so...) nada menos do que três di- ferentes “degraus” de Tensão: um de 3V, um de 6V e o mais alto, de 9V...! O quê os resistores “fa- zem” no arranjo...? Determinam - como aprendemos - ““dificul- tações” à livre passagem da Cor- Tente, e com isso estabelecem di- ferentes níveis de “pressão elétri- ca” nos pontos intermediários da “pilha”...! Tudo se passa - no exemplo dado - como se tivésse- mos não uma fonte única de 9V, mas três fontes de 3V cada, devi- damente “'empilhadas”, conforme sugere o diagrama 8-B...! Notem que os exemplos da fig. 8 consti- tuem uma “armação” básica e elementar, destinada apenas a fa- cilitar o entendimento inicial do “Aluno”, porém, qualquer que seja a circunstância de interli- gação de componentes, peças, blocos circuitais, etc., a uma fonte de energia, enquanto a COR- RENTE se “divide em cami- nhos”, a TENSÃO se “divide em degraus”... Não se esqueçam DISSO!

- FIG. 9 - OS “DEGRAUS” E AS DIFERENÇAS DE TENSÃO - Porque a Tensão se “divide em degraus” e a sua medição consti-

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TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

tui uma mera “constatação de di- ferença de altura, entre tais de- graus”, observem os interessantes fatos demonstrados nos diagramas da fig. 9, todos baseados na mes- ma estrutura mostrada na fig. anterior... Nas três medições dia- gramadas em 9-A, 9-B e 9-€, o VOLTÍMETRO indicará “3V”! Isso ocorre simplesmente porque o VOLTÍMETRO está avaliando a “diferença de altura”” entre os “degraus”... Como os três resis- tores da “pilha” têm igual valor ôhmico, os “degraus” de Tensão também se distribuem equalita- riamente! Assim, entre os dois terminais de cada um dos três re- sistores, o VOLTÍMETRO sem- pre “verá” uma “diferença” de 3V! E não importa “onde”, na “escada”, esteja o resistor/'de- grau”... E igualzinho Você ter uma escada mesmo, formada por 3 degraus de 30 cm. de altura ca- da... Embora a escada toda tenha 90 cm. de altura, cada um dos de- graus, não importando se o pri- meiro, o “do meio” ou o último, medirá sempre 30 cm.! Confir- mando esses conceitos elementa- res, se a medição for feita entre o referencial de “'zero”” (base da “escada” ou negativo da alimen- tação...) e o ponto indicado na fig. 9D, o VOLTÍMETRO “verá” uma “diferença” de 6 vol-

ts (correspondente, no caso, à “altura de dois degraus” de 3V cada...). “todos os degraus”, como em 9-E, medirão os 9V to- tais da “escada”!

FIG. 10 - “DEGRAUS” DESI- GUAIS... - E se os “degraus” em que se “divide” a Tensão não fo- rem iguais entre sí...? Tudo segue rigorosamente as mesmas regras lógicas vistas! Observem o dia- grama/exemplo da fig. 10, onde o “degrau” de cima é representado por um resistor de 2K, o “de bai- xo” por um de 10K, e o conjunto é energizado por uma fonte B de 12V... Um VOLTÍMETRO apli- cado entre os terminais da fonte B (o que equivale a aplicá-lo entre a “base” e o “topo” da “escada de dois degraus”...) indicará os 12V

totais da fonte... Já, entre os ter-

minais do resistor de 2K teremos apenas 2V e entre os terminais do resistor de 10K o VOLTÍMETRO “lerá” 10V... pra entender...? Simplesmente, o “degrau de bai- xo” é bem mais “alto” do que o “de cima” (5 vezes mais “al- to”...). como uma escada de 1,20 m, tendo apenas dois de- graus, sendo que o inferior mede 1 metro, e o superior 20 cm.! Quem quiser “comprovar” mate- maticamente as Tensões medidas deverá recorrer às “velhas” fór-

mulas:

Observem, também, um interes- sante (e básico...) “fenômeno”: a Corrente que percorre o resistor de 2K é absolutamente idêntica à que passa pelo resistor de 10K! Em todo circuito/série simples, a Corrente I, medida em qualquer ponto do dito circuito, será a mesma! Se quiserem comprovar, é intercalar um galvanômetro, na sua função de “'correntímetro”,

em quaisquer dos pontos indica- |

dos pelas setas I, no diagrama... (A propósito, a leitura será sem- pre “ImA” ou 0,0014A, no circui- to/exemplo... Descubram por quê...). Todos esses “truques” e aparentes “surpresas” matemáti- cas, devem-se à rigorosa interde- pendência e proporcionalidade (direta ou inversa) das três gran- dezas fundamentais da Eletricida- de: TENSÃO, CORRENTE e RESISTÊNCIA!

- FIG. 11 - VERIFICANDO UM CIRCUITO, QUANTO ÀS TENSÕES - Assim como fizemos no circuito/exemplo da fig. 4, quanto às Correntes, podemos

E)

TEORIA 10 - AS MEDIÇÕES E OS MEDIDORES (2º PARTE)

também analisá-lo (e a qualquer outro arranjo...) quanto às Tensões, tirando das medições as- sim realizadas, importantes con- clusões! Vejamos o bloco inicial do tal circuito, formado basica- mente pelo trim-pot TP, o LDR e o primeiro transístor (TR1)... Para um dado e fixo ajuste no trim-pot, se o LDR estiver recebendo muita hz (apresentando, como vimos em “Aula” anterior, um valor re- sistivo BAIXO...), mediremos en- tre os terminais do dito LDR uma Tensão V “baixa”, e entre